26 de maio de 2009
PROVA E 2º VÍDEO
Agradeço todas as colaborações recebidas. Segue o link que deve ser usado como trilha musical para o vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=3V1uj_bk8ao
Todos os grupos utilizarão a mesma trilha sonora. Não esqueçam de que o roteiro do vídeo deve seguir o esquema proposto pelo cineasta Maurício Falchetti, que participou da última aula, dia 25 de maio.
A data da entrega do relatório, contendo o roteiro do vídeo e a postagem do mesmo, no blog de cada grupo, foi prorrogada para o dia 8 de junho. Assim, no dia 01 de junho realizaremos apenas a prova do 2º bimestre da disciplina. Como vocês terão uma semana extra para a produção do audiovisual espero receber trabalhos de ótima qualidade!
O texto a ser estudado para a prova é um artigo com o título:
"Semiótica Peirceana aplicada na análise de sites informativos espanhois". Disponível no site:
http://www.tamanduadesign.com.br/publicados/semiotica_peirceana_info_espanhois.pdf
Alunos, estudem para a prova! Até segunda!!
30 de abril de 2009

14 de abril de 2009
Trabalho 1º Bimestre - detalhamento
http://www5.fgv.br/fgvonline/ocw/ct/default.aspx
Recordando:
O trabalho consiste na entrega do certificado de conclusao do curso (dois pontos) e relatório (três pontos) contendo os principais pontos tratados no curso, que tenham relaçao com a disciplina "Linguística e Semiótica da Comunicaçao". O relatório é individual e deve conter de uma a duas páginas. Os dois documentos serao entregues impressos no dia da prova, segunda, 27 de abril. A prova (cinco pontos) será individual e sem consulta, e versará sobre todo o conteúdo tratado em classe e sobre o conteúdo trazido pelo livro de leitura obrigatória "O que é Semiótica".
13 de abril de 2009
Resumo dos Conceitos
Antes da prova, verifique se você realmente compreendeu os primeiros conceitos da Semiótica:
Três elementos constituem todas as experiências. Eles são: as categorias universais do pensamento e da natureza. Primeiridade é a categoria que dá à experiência sua qualidade distintiva, seu frescor, originalidade irrepetível e liberdade. Não a liberdade em relação a uma determinação física, pois que isso seria uma proposição metafísica, mas liberdade em relação a qualquer elemento segundo. O azul de um certo céu, sem o céu, a mera e simples qualidade do azul, que poderia também estar nos seus olhos, só o azul, é aquilo que é tal qual é, independente de qualquer outra coisa. Mas, ao mesmo tempo, primeiridade é um componente do segundo. Secundidade é aquilo que dá à experiência seu caráter factual, de luta e confronto. Ação e reação ainda em nível de binariedade pura, sem o governo da camada mediadora da intencionalidade, razão ou lei. Finalmente, terceiridade, que aproxima um primeiro e um segundo numa síntese intelectual, corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo. Por exemplo: o azul, simples e positivo azul, é um primeiro. O céu, como lugar e tempo, aqui e agora, onde se encarna o azul, é um segundo. A síntese intelectual, elaboração cognitiva — o azul no céu, ou o azul do céu —, é um terceiro. (Santaella, 1998:51)
Santaella, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense. 1998
10 de abril de 2009
Diante de qualquer fenômeno, isto é, para conhecer e compreender qualquer coisa, a consciência produz um signo, ou seja, um pensamento como mediação irrecusável entre nós e os fenômenos. E isto, já ao nível do que chamamos de percepção. Perceber não é senão traduzir um objeto de percepção em um julgamento de percepção, ou melhor, é interpor uma camada interpretativa entre a consciência e o que é percebido. Nessa medida, o simples ato de olhar já está carregado de interpretação, visto que é sempre o resultado de uma elaboração cognitiva, fruto de uma mediação sígnica que possibilita nossa orientação no espaço por um reconhecimento e assentimento diante das coisas que só o signo permite. O homem só conhece o mundo porque, de alguma forma, o representa e só interpreta essa representação numa outra representação, que Peirce denomina interpretante da primeira. Daí que o signo seja uma coisa de cujo conhecimento depende do signo, isto é, aquilo que é representado pelo signo.(…) (Santaella, 1998:51,52)
(…)Daí que, para nós, o signo seja um primeiro, o objeto um segundo e o interpretante um terceiro. Para conhecer e se conhecer o homem se faz signo e só interpreta esses signos traduzindo-os em outros signos. Em síntese: compreender, interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento ininterrupto, pois só podemos pensar um pensamento em outro pensamento. É porque o signo está numa relação a três termos que sua ação pode ser bilateral: de um lado, representa o que está fora dele, seu objeto, e de outro lado, dirige-se para alguém em cuja mente se processará sua remessa para um outro signo ou pensamento onde seu sentido se traduz. E esse sentido, para ser interpretado tem de ser traduzido em outro signo, e assim ad infinitum. O significado, portanto, é aquilo que se desloca e se esquiva incessantemente. O significado de um pensamento ou signo é um outro pensamento. Por exemplo: para esclarecer o significado de qualquer palavra, temos que recorrer a uma outra palavra que, em alguns traços, possa substituir a anterior. Basta folhear um dicionário para que se veja como isto, de fato, é assim. (Santaella, 1998:52)
Em primeiro lugar, esses três possíveis estados da mente não podem ser entendidos como dados estanques. Disse Peirce: “Nenhuma linha firme de demarcação pode ser desenhada entre diferentes estados integrais da mente, isto é, entre estados tais como sentimento, vontade e conhecimento. É claro que estamos ativamente conhecendo em todos os nossos minutos de vigília e realmente sentindo também. Se não estamos sempre querendo, estamos pelo menos, a todo momento, com a consciência reagindo em relação ao mundo externo”. Em suma: “o que em mim sente está pensando”, diria depois Fernando Pessoa. Em segundo lugar, a camada do pensamento interpretativo, pensamento sob autocontrole, é apenas a camada mais superficial, mais à tona da consciência. Essa camada, no entanto, pode, a qualquer momento, ser quase que fendida, subvertida pela pregnância dê uma mera qualidade de sentir ou pela invasão de um conflito: instâncias de um lampejo ou lapsode- tempo que fissuram a remessa incessante de signo a Signo da racionalidade interpretadora. Tratam-se de instâncias, portanto, em que a abstração cognitiva é quase fendida e a consciência encontra um ponto tangencial em que é corpo do mundo e no mundo, instante indiscernível e intraduzível de maior proximidade física e viva da consciência com o fenômeno apreendido. Nessa medida, para nós tudo é signo, qualquer coisa que produz na consciência tem o caráter de signo. No entanto, Peirce leva a noção de signo tão longe a ponto de que um signo não tenha necessariamente de ser uma representação mental, mas pode ser uma ação ou experiência, ou mesmo uma mera qualidade de impressão. (Santaella, 1998:53)
9 de abril de 2009
2ª Categoria Fenomenológica: A Secundidade
Certamente, onde quer que haja um fenômeno, há uma qualidade, isto é, sua primeiridade. Mas a qualidade é apenas uma parte do fenômeno, visto que, para existir, a qualidade tem de estar encarnada numa matéria. A factualidade do existir (secundidade) está nessa corporificação material. A qualidade de sentimento não é sentida como resistindo num objeto material. É puro sentir, antes de ser percebido como existindo num eu. Por isso, meras qualidades não resistem. É a matéria que resiste. Por conseguinte, qualquer sensação já é secundidade: ação de um sentimento sobre nós e nossa reação específica, comoção do eu para com o estímulo. (Santaella, 1998:48)
Quando qualquer coisa, por mais fraca e habitual que seja, atinge nossos sentidos, a excitação exterior produz seus efeitos em nós. Tendemos a minimizar esse efeito porque a ele é, no mais das vezes, indiscernível. É o nosso estar como que natural no mundo , corpos vivos, energia palpitante que recebe e responde. No entanto, quaisquer excitações, mesmo as viscerais ou interiores, imagens mentais e sentimentos ou impressões, sempre produzem alguma reação, conflito entre esforço e resistência. Segue-se que em toda experiência, quer seja de objetos interiores ou exteriores, há sempre elemento de reação ou segundo, anterior à mediação do pensamento articulado e subseqüente ao puro sentir. (Santaella, 1998:50).
8 de abril de 2009
Conceito de Primeiridade
Mas, exatamente, o que é Primeiridade? Vamos ver a definiçao dada por Santaella:
Se fosse possível parar, para examinar, num determinado instante, de que consiste o todo de uma consciência, qualquer consciência, a minha ou a sua, isto é, de que consiste esse labiríntico “lago sem fundo”, num instante qualquer em que é o que é, por que é tudo ao mesmo tempo, repito, se fosse possível parar essa consciência no instante presente, ela não seria senão presentidade como está presente. Trata-se, pois, de uma consciência imediata tal qual é. Nenhuma outra coisa senão pura qualidade de ser e de sentir. A qualidade da consciência imediata é uma impressão (sentimento) in totum, indivisível, não analisável, inocente e frágil. Tudo que está imediatamente presente à consciência de alguém é tudo aquilo que está na sua mente no instante presente. Nossa vida inteira está no presente. Mas, quando perguntamos sobre o que está lá, nossa pergunta vem sempre muito tarde. O presente já se foi, e o que permanece dele já está grandemente transformado, visto que então nos encontramos em outro presente, e se pararmos, outra vez, para pensar nele, ele também já terá voado, evanescido e se transmutado num outro presente.
O sentimento como qualidade é, portanto, aquilo que dá sabor, tom, matiz à nossa consciência imediata, mas é também paradoxalmente justo aquilo que se oculta ao nosso pensamento, porque para pensar precisamos nos deslocar no tempo, deslocamento que nos coloca fora do sentimento mesmo que tentamos capturar. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que não podemos sequer tocá-la sem estragá-la. (Santaella, 1983: 43,44)
Santaella, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense. 1983
7 de abril de 2009
O conceito básico de Signo
Signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele. (Santaella, 1983:58)
A mesma autora, Santaella, em 2000, complementa a definição de Signo: “Defino um Signo como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante." (p.12)
(Santaella, L. A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo: Pioneira, 2000)
De acordo com Peirce, há vários tipos de signos. Eles se diferenciam dependendo da relação entre os elementos que compõem um signo e de sua ação específica (ou semiose). Quando um signo diz respeito ao signo em si mesmo (primeiro elemento da tríade), pode ser classificado em quali-signo, sin-signo ou legi-signo. Quanto à relação de um signo com o seu objeto dinâmico, o signo pode ser classificado como ícone, índice e símbolo. Quanto à relação do signo com o(s) interpretante(s), o signo pode ser classificado como rema, dicente e argumento. Dada a complexidade dessa classificação feita por Peirce, para entendê-la é necessário realizar um estudo cuidadoso do assunto.
Porque e como a Semiótica pode me ajudar a compreender os fenômenos do mundo?
A fenomenologia ou doutrina das categorias tem por função desenredar a emaranhada meada daquilo que, em qualquer sentido, aparece, ou seja, fazer a análise de todas as experiências é a primeira tarefa a que a filosofia tem de se submeter. Ela é a mais difícil de suas tarefas, exigindo poderes de pensamento muito peculiares, a habilidade de agarrar nuvens, vastas e intangíveis, organizá-las em disposição ordenada, recolocá-las em processo. Trata-se, portanto, de um estudo que, suportado pela observação direta dos fenômenos, discrimina diferenças nesses fenômenos e generaliza essas observações a ponto de ser capaz de sinalizar algumas classes de caracteres muito vastas, as mais universais presentes em todas as coisas que a nós se apresentam.
Nessa medida, são três as faculdades que devemos desenvolver para essa tarefa:
1) a capacidade contemplativa, isto é, abrir as janelas do espírito e ver o que está diante dos olhos;
2) saber distinguir, discriminar resolutamente diferenças nessas observações;
3) ser capaz de generalizar as observações em classes ou categorias abrangentes. Embora Peirce tenha tentado estabelecer as categorias fenomenológicas de outras formas, considerando por exemplo, a análise material dos fenômenos, muitos anos de estudo vieram a revelar suas três categorias universais de toda experiência e todo pensamento. (Santaella, 1983: 33)
Utilizando a Semiótica na área da Comunicação:
Como a semiótica se presta ao estudo dos mais variados tipos de linguagem e significação, ela pode auxiliar quem atua nas diversas vertentes da comunicação todo e qualquer campo que envolva o estudo e/ou a aplicação de processos/técnicas comunicacionais. No campo da publicidade e propaganda é comum o uso da Semiótica na análise e desenvolvimento de marcas, por exemplo.
Nascimento e desenvolvimento da Semiótica de Pierce:
A 14 de maio de 1867, depois de três anos que, muito mais tarde, Peirce confessou, em várias cartas, terem sido os anos de maior esforço intelectual de toda sua vida, esforço mal interrompido sequer para o sono, vieram à luz, num artigo intitulado “Sobre uma nova lista de categorias”, suas três categorias universais de toda experiência e todo pensamento. Considerando experiência tudo aquilo que se força sobre nós, impondo-se ao nosso reconhecimento, e não confundindo pensamento com pensamento racional, pois este é apenas um dentre os casos possíveis de pensamento, Peirce conclui que tudo que aparece à consciência, assim o faz numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência.
Em 1867, essas categorias foram denominadas:
1) Qualidade,- 2) Relação e 3) Representação.
Algum tempo depois, o termo Relação foi substituído por Reação e o termo Representação recebeu a denominação mais ampla de Mediação. Mas, para fins científicos, Peirce preferiu fixar-se na terminologia de Primeiridade, Secundidade e Terceiridade, por serem palavras inteiramente novas, livres de falsas associações a quaisquer termos já existentes. (Santaella, 1983: 34.35).
Santaella, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense. 1998
6 de abril de 2009
Semiótica: a ciência de todas as linguagens
Aqui tocamos um ponto que nos permite retornar à questão de onde partimos. As linguagens estão no mundo e nós estamos na linguagem, a Semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno como fenômeno de produção de significação e de sentido (Santaella, 1983: 13).
Mas, afinal, o que é Semiótica?
Tão natural e evidente, tão profundamente integrado ao nosso próprio ser é o uso da língua que falamos, e da qual fazemos uso para escrever - língua nativa, materna, ou pátria, como costuma ser chamada -, que tendemos a nos desaperceber de que esta não é a única e exclusiva forma de linguagem que somos capazes de produzir, criar, reproduzir, trasnformar e consumir, ou seja, ver-ouvir-ler para que possamos nos comunicar uns com os outros. É a tal distração que a aparente dominância da língua provoca em nós que, na maior parte das vezes, não chegamos a tomar consciência de que o nosso estar-no-mundo, como indivíduos sociais que somos, é mediado por uma rede intrincada e plural de linguagens, isto é, que nos comunicamos também através da leitura e/ou produção de formas, volumes, massas interações de forças, movimentos; que somos também leitores e/ou produtores de dimensões e direções de linhas, traços, cores...(Santaella. 1983:10,11).
Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce foi um "Leonardo das ciências modernas". Uma das marcas do pensamento peirceano é a ampliação da noção de signo e, conseqüentemente, da noção de linguagem. (Santaella. 1983: 19).
Ao morrer, em 1914, Peirce deixou nada menos do que 12 mil páginas publicadas e 90 mil páginas de manuscritos inéditos. Os manuscritos foram depositados na Universidade de Harvard. Apenas vinte anos mais tarde, na década de 1930, surgiria a primeira publicação de textos coligidos nos seis volumes dos Collected Papers, editados por Hartshorne e Weiss.
Para saber mais sobre a vida e a obra de Peirce, consulte:
http://www.door.net/arisbe
http://www.indiana,edu/~sign/
http://www.peirce.org/
Santaella, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense. 1998
2 de março de 2009
Boas Vindas
Para você ganhar belíssimo Ano Novo... / Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. / Não precisa chorar de arrependimento pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de Janeiro as coisas mudem e seja claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. / Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, / Eu sei que não é fácil mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. / Um maravilhoso Ano Novo para você !
Profe Andréa
